Vazio é Existência

É difícil compreendermos o significado da existência. Se olhamos ao nosso redor e simplesmente avaliarmos toda a matéria que nos cerca e nos compõe, acreditamos que essa solidez é tão certa quanto a concepção do eu, que escolhe, aprova, recusa e decide. E desta forma, tomamos por correta a célebre frase de Descartes: “Penso, logo existo.” (em latim: Cogito, ergo sum). Porém, Descartes faleceu em 1650, logo já não existe mais. E esse teorema ficaria muito interessante se o fizéssemos da seguinte maneira: “Penso, logo existo. Morro, logo não existo.” Em outras palavras, a existência é uma situação condicionada. Ou seja, a existência é interdependente, há sempre uma causa ou condição que a mantém. Você nasceu porque sua mãe o guardou no útero, o amamentou, cuidou e etc. Além disso, se você não se alimentar direito também deixará de existir, como muitas outras condições necessárias para manter sua vida. Mas quando tudo parece sólido na vida condicionada, de repente, surge aquela sensação estranha. Um “vazio da existência”. E nesta hora, precisamos descobrir uma verdade. Uma sabedoria que nos tranquliza sobre este sentimento. Precisamos descobrir que tudo no universo é formado de vazio. Não um vazio que não é nada. Mas um vazio que é um grande espaço onde tudo se reúne para formar novas existências. É por isso que nascemos e morremos. É por isso que tudo se transforma na natureza. Por que há espaço. Como num desenho de pontilhismo. Esta é a base da criação.

®Que todos os seres possam se beneficiar.

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