Estações

Do instante inerte ao movimento sem fim, acreditamos cegamente na capacidade de ser alguma coisa nestas vidas que acontecem sem o nosso consentimento. Não pedi para nascer, mas nasci. Não desejo morrer, mas sei meu destino. Pobre é aquele que vaga por esta estrada sem achar este tesouro de certeza. Fortuna, não é preciso. Ela se esgota e se transfere com a mesma rapidez dos caixas automáticos. Sofrer, também não basta. A vida passa ligeira. É passageira. E mesmo se olharmos pelas janelas do conhecimento, não poderemos ver se há trilho ou não. Apenas caminhamos, parando nas estações. Do frio ao calor, das folhas ao cair. Do instante inerte ao movimento sem fim.

®Olhando para fora do trem, numa tarde cinza no Céu.

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