Neologil

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Não dá pra ser menos que hábil, de métrica fértil, para apenas tocar a sua genialidade. Tátil, dócil e gentil, são quesitos impróprios. Volátil e febril. Vibrátil e, por que não, corpanzil. Ao mesmo tempo infanto-senior-juvenil. Não, Senhoril. O certo é que te ouvi no vinil. Li seu pensar no peitoril. E você sempre me sorriu. Do retrátil ao versátil, meninil. Mas a voz, nunca, nunca pueril. Já foi erétil, varonil. E sempre, do mundo sutil. Graças a Deus, tive a chance de beber teu cantil. Cacei a palavra como um réptil vil, em busca da presa, um inseto, uma letra servil. As vezes fiquei senil. Outras, tomei acetil. De difícil, me vi num canil. E num ato ágil, de puro benzil, voltei a te ouvir, frágil, simples e civil. Obrigado mestre do Brasil, por apenas ser Gil.

®Homenagem muito desejada a Gilberto Gil.

®Foto: Johnny, grande amigo.

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4 thoughts on “Neologil

  1. aaa já percebi, o post estava fresquinho, ainda quente, não é? 🙂 ainda bem, fui a primeira a saboreá-lo yupiiii!
    ps: também admiro muito o gilberto gil, uma voz tão primaveril!

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