Reencarnação, Metempsicose e Egoísmo

As filosofias espirituais carregam nuances sutis e delicadas que só a mente alerta, concentrada e interessada pode notar. Reencarnação e ceticismo são fáceis de discernir. Um acredita na corporificação de uma mesma alma por várias vidas, o outro é incrédulo, nega ou duvida intelectualmente da qualquer compreensão metafísica, religiosa ou absoluta do real. Em outras palavras, um crê na vida após a morte, o outro vive a descrença. Um cético, de fato, é um ser egoísta. Ele observa a existência pela ótica do indivíduo separado do universo. Fundamenta suas experiências baseado no sensorial, ver-não ver, sentir-não sentir. E como está certo de que não haverá outra vida após a morte, procura “aproveitar” ao máximo o prazer físico e intelectual que tiver acesso. Não há espaço, dentro da mente cética, para oferecer. Há amor, mas distorcido e exagerado aos próprios valores e interesses. Não fique preocupado se estas palavras o incomodaram. O egoísmo é uma das bases da natureza humana que postula a prática de aceitar e rejeitar, sempre com um objetivo focado no eu. Entretanto, se você deseja encarar o desafio de vislumbrar e adentrar o absoluto, iniciando uma caminhada verdadeira na sua descoberta, é pertinente tentar compreender a diferença entre reencarnação e metempsicose. Na crença da reencarnação um ser humano retorna a ao mundo em outra forma corpórea, mas sempre como ser humano. Há uma idéia de evolução sem volta. Uma visão, de certo modo, arrogante de que estamos nos desenvolvendo independentemente das nossas ações. Não importa se agredimos, matamos alguém ou nos jogamos da ponte, nosso destino evolutivo está traçado e ponto. Metempsicose, por sua vez, significa a transmigração da alma de um corpo para outro, como a idéia básica de reencarnação. A diferença sutil está na possibilidade de encarnar em dimensões inferiores, como animais por exemplo. Nela está embutida a lei do carma, na qual nos tornamos resultado do que hoje a mente cria. Uma probabilidade involutiva pode ser importante para termos responsabilidade nos nossos atos. Esta semana recebi um e-mail com uma frase de Nelson Rodrigues. “Qualquer indivíduo é mais importante que toda a Via Láctea”. Resta saber como a entendemos, de forma ególatra ou cármica.

®Que todos os seres possam se beneficiar.

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