Encruzilhada

Natal é símbolo de nascimento e de sofrimento. A vida de Cristo, mas principalmente a sua morte, deveria trazer aos homens forças suficientes para nunca julgar ninguém. Mas sempre que nos vemos na encruzilhada entre optar por nós ou pelos outros, acabamos por fazê-lo a favor do “eu”. Seja na disputa medíocre de acreditar que o poder é algo verdadeiro, sólido ou permanente; seja pela mera opinião, na articulação do pensar, que vangloria-se da certeza míope de que a mente intelectual é o máximo que o ser humano possui. Vivemos passando por essas cruzadas, nas famílias, nas escolas, nos escritórios, nas amizades. A imagem da cruz não representa dois caminhos que se cruzam, mas o ponto em que se tornam uma coisa só. Será que podemos escolher outros tipos presentes nesse Natal? Boas festas!

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4 thoughts on “Encruzilhada

  1. um post bonito. além das verdades contidas nele, há também um jogo de palavras que me agrada: cruz, encruzilhada, cruzar, cruzada… isso joga com a mente dos leitores, mas no bom sentido.

  2. Clarisa, sua presença nesse blog é muito apreciada, viu?! Obrigado pelo carinho com que trata os temas aqui expostos. Além disso, você capta bem as minhas intenções. Palavras são curiosas, estruturas similares geram sentidos diferentes, fatos históricos, estados da mente. Recentemente vivenciei situações na vida que me levaram a pensar, a projetar minha mente, ao momento em que Cristo foi crucificado. Você consegue imaginar o que acontecia no inconsciente coletivo, ignorante, cego, animalesco; daquele povo? Porém, o pior vem após 2.008 anos! Ainda hoje somos assolados pela mesma forma de julgar, estúpida, ingrata e temerosamente infeliz. Todas essas palavras, que jogam entre si, me vieram para tentar levar algo a mais para as pessoas. Forte abraço.

  3. olá, obrigada pela apreciação. gosto deste blogue por ser diferente, inteligente, sem ambições de subir no trâfico (penso eu), interessa-me o… interesse pelas filosofias orientais, interessa-me a gente inteligente e talentosa do brasil (enquanto tradutora já tive contacto – através da literatura – com as favelas e as telenovelas, agora quero ver outra coisa 🙂 the other side of the moon.
    o jogo das palavras, além de ser um truque dos publicitários 😉 funciona e suponho que sempre tenha funcionado. os cânticos a repetir palavras, as mantras etc. – têm uma energia específica dada pela repetição de sons (claro, não só, mas eu acho uma componente importante).
    aquilo de que você fala nas multidões eu chamo “espirito de rebanho” e não duvido que se acontecesse hoje o Cristo vir cá a tentar mudar o mundo pelas ideias dele, acontecia-lhe talvez pior do que aconteceu.

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