Férias e liberdade ilusória

O período do ócio acabou mas o livro de viagem não chegou nem a metade. Não importa, as quase 100 páginas percorridas são suficientes para um post interessante. E diria mais, há o difícil desafio de condensar de forma coesa e precisa tudo o que Goswami consegue transmitir em sua obra até aqui. Por isso, vou centrar o foco em um aspecto que me chamou bastante atenção: o condicionamento da mente. Talvez você pense logo em ratos brancos de laboratórios, ou até, como falamos de férias, imagine uma espécie de lerdeza mental condicionada que sempre nos acompanha nestes momentos de descanso. Mas não é isso. Condicionamento aqui é tudo aquilo que nos faz acreditar que somos livres, capazes de escolher entre uma coisa ou outra. Livre-arbítrio é um desejo de todos os seres humanos. Queremos uma boa refeição, escolher um bonito carro, achar alguém que nos ame de verdade, ter saúde, sucesso, etc. Opa, não foi isso mesmo que escreveu no final do ano passado? Pois bem, meus amigos, e se vocês descobrissem agora que isso não é liberdade? E se encontrassem um erro, no melhor estilo Matrix, na programação da sua mente sobre estas questões? Segundo o físico-filósofo de origem indiana, só Deus – uma consciência quântica além do espaço-tempo – é capaz de tal feito. Nós, identidades individuais representadas pelo ego, apenas podermos optar dentre as variáveis dimensionais que conhecemos. Quer um exemplo? Tente projetar sua mente para um estado de não-existência, onde abandona seu corpo agora e assume uma “identidade luminosa”. Não é tão facil, não é? Mas ao invés de entrarmos num labirinto, vale a pena o exercício intelectual de descobrir as idéias desta bela obra. “Deus não está morto” revela aos seres os princípios da evolução que estamos em busca há milênios. Com linguagem científica, apoiado em dados recentes da física quântica, mas com a clara noção dos entraves que levam psicólogos, cientistas e teólogos a não descobrirem a energia divina em suas vidas, Goswami atesta que é possível atingir um estado mental de proporções celestes. Refuta com objetividade as teorias materialistas, tanto de Descartes quanto do recente livro “Deus, um delírio”, do biólogo Richard Dawkins. E, principalmente, nos traz uma visionária interligação entre ciência e espiritualidade, ressaltando a importância deste resgate para a sobrevivência da terra e para a evolução dos homens. Aos céticos é uma oportunidade. Para mentes-científicas, um incentivo a continuar as pesquisas neste campo. E para os caçadores-espirituais, que estão em busca de sentidos para tantos códigos e crenças, é um trabalho unificador. Talvez, a única coisa que falte é a visualização direta da experiência transcendental. Mas isso, como disse a Lama Tsering Everest, você só consegue pela religião.

©Antecipando a publicação de amanhã, no jornal O Local, sobre o livro “Deus não está morto – Evidências científicas da existência divina” de Amit Goswami, Editora Aleph, 2008. Que todos os seres possam se beneficiar.

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