Chocolate com Pimenta

Hoje andei pensando… como as máculas da mente corroem a nossa visão. Uma espécie de substância astral forte, amarga e que dá “gastrite” ao cérebro. Pior que soda cáustica nos olhos. Sob sua ação, deixamos de apreciar o gosto de um sorriso, o prazer de uma mera gentileza e a certeza de amar sem precisar de sentido. Fala a verdade, quantas vezes você mira as pessoas que estão ao seu redor, que fazem parte daquilo que chamamos vida e as delicia como fossem um tablete de chocolate tamanho família? Se está numa época apaixonada, então pergunte-se sem rodeios; quanto tempo isso vai durar? Se a pessoa amada pisar no seu calo, gritar com você num momento de angústia ou obstruir suas intenções, tudo será belo e plácido como agora? Hipocrisia é uma doença da alma que justifica a insatisfação imediata, burra, bruta e cega, com desdém pelo minuto seguinte. Mas será que ele sempre virá? Pare de justificar as vicissitudes da existência como algo palpável. Pare de negar a sua estupidez com a mediocridade de um mendigo espiritual. Retire do coração os espinhos, as fechas, as sombras; e faça uma transferência da sua boa energia para aqueles que sofrem sem saber. E continuamente cobre, critique e instigue mudanças de hábito; suas, não dos outros. Há um ditado tibetano que diz tudo isso sem a pimenta que comi no almoço. “Mude sua mente; deixe o resto como está.

©Num simpless instante vi o amor transbordar do coração-mente para todos no universo. Só foi, sem precisar voltar. Mas voltou, sem precisar ir novamente. O que aconteceu não tem explicação, porque explicações se perdem no tempo e no espaço. Há, então, apenas o que foi e nunca mais será igual. Que todos os seres possam ter se beneficiado, muito além do chocolate com pimenta.

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4 thoughts on “Chocolate com Pimenta

  1. me parece um movimento mais voltado pro sentir que pro pensar. se vc sente, transmite, de alguma forma.
    enquanto lia, me peguei sorrindo em alguns trechos. em verdade, o que tá escrito diz um pouco sobre o que é [ou deveria] ser humano.
    ‘a certeza de amar sem precisar de sentido.’ é isso.

  2. Oi, Fê. Que bom tê-la por aqui! Seus colchetes são tremendamente importantes. Nós, humanos, deveríamos ser assim, amantes da própria vida, sem precisarmos de subterfúgios intelectuais para encontrarmos a felicidade que nos ronda. Mas o fato é que nossa natureza relativa, aquela que se prende a realidade não absoluta, da forma e dos sentidos, não consegue manter essa qualidade. Somos sugados pelo vício da mente pequena a julgar, a odiar e a temer; sem ao menos sabermos o motivo dessa estupidez. Sofremos porque deixamos a ignorância reger nosso destino. E ainda por cima, arrebitamos o nariz apontando para os outros, considerando todos culpados por nossas amarguras. Que tristeza é viver deste modo. Porém, assim somos e, por isso, nascemos humanos. Temos méritos incríveis, mas temos o apego ao ilusório. Separar o joio do trigo é o caminho para algo infinitamente superior. Volte sempre, viu?!

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