D: Está Escrito

Millionare

Não gosto de escrever sobre o que está sendo escrito na atualidade. Mesmo com a decisão do STF de autorizar qualquer pessoa sem diploma a se tornar um jornalista, não sou do tipo que faz cobertura de novidades. No fundo, acho a idéia de paparazzi e furo de reportagem uma grande besteira, afinal, tudo já está escrito. Foi por este motivo que só vim a assistir Slumdog Millionare (Quem quer ser um milionário?) esta semana. E se estava escrito na minha vida poder curtir esse grande roteiro que mistura fantasia com tragédia com maestria, certamente estava escrito na história dos realizadores do filme a conquista do Oscar e, consequentemente, o seu impacto global. Entretanto, no cerne da questão filosófica apresentada, há muito mais que a idéia do destino determinado pela sorte de uma força sobrenatural. Sim, porque se você terminou o filme pensando que a resposta certa é que nada mais pode ser feito, afinal tudo já está escrito, você está deveras enganado. Na verdade, o que estava escrito no final da sessão, foi escrito pelo próprio personagem principal durante todo o filme. Jamel se torna um milionário e recupera seu amor porque durante todo tempo ele busca ajudar aqueles que o rodeiam. Seu irmão, sempre perdoado; sua namorada, idem; o garoto cego, dando-lhe uma nota de 100 dólares; até o famigerado apresentador do programa, todos são vistos sem raiva, nem vingança pelos olhos do “pobre” e franco Jamel. A vida também é assim. Tudo já está escrito, sim, mas foi escrito pelas atitudes prévias que tomamos no passado. E o mais importante é entender que ainda temos muito a escrever! Pois se tivermos certeza das nossas ações, da nossa fala e dos nossos pensamentos com o intuito de gerar situações benéficas aos outros, certamente vamos ser beneficiados também. Simpless assim. Por isso, agarre essa rica e rara oportunidade e escreva a história que você deseja que esteja escrita no seu futuro. Quando lá chegar, também vai ser fácil saber todas as respostas.

©Que todos os seres possam se beneficiar.

Obs.: ah, sobre o Michael?… escrevo quando o assunto estiver fora dos holofotes.

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8 thoughts on “D: Está Escrito

  1. Motta, concordo plenamente!
    Também acho que somos o resultado da soma de nossas escolhas e que tudo o que plantamos no caminho frutificará em algum momento.
    Afinal, o mundo é feito de ações e reações, não é mesmo? E as reações são sempre proporcionais às nossas ações, sejam de pessoas ou mesmo do universo. Já dizia o ditado: quem planta ventos, colhe tempestades… Da mesma forma que se você planta flores do campo, não há de colher cactos.
    Semeemos, então, muito amor e generosidade, que é o que o mundo anda precisando. Certamente colheremos em algum lugar do nosso caminho…

  2. Primeiro, agradeço suas palavras de ontem, hoje e sempre.
    Neste presente de fatos novos e possibilidades, vejo-me como o potagonista da estória, vivendo não um prêmio de loteria, mas a fortuna de obter o que tenho semeado, pensado, agido. Mais do que fatos maravilhosos ou doloridos, o “ligar os pontos” traz compreensão e harmonia para a minha alma.
    Obrigado, amigo!
    Compartilho com você este momento de felicidade.
    Grande abraço,
    Jaime Nakamura

  3. é impressionante como você vê tudo isso… eu vi o filme há uns meses (antes de ganhar o oscar) mas deixei-me embalada pela forma só 🙂 não vi grande coisa além… mas tem razão, a ideia é essa mesmo!
    também não consigo escrever sobre a actualidade: seria falso da minha parte, por exemplo, preocupar-me com a morte do michael, quando não me preocupei com a vida dele até agora… lamento que tenha morrido, gostava muito da música dele, mas o facto de ter morrido não muda grande coisa para mim. não vou fingir que choro por ele, pois ele vive ainda pela música, é o que me interessa. daqui tira-se a conclusão que nunca me interessou a pessoa física dele, mas sim o génio, e esse nunca morre.
    PS: desculpe a ausência, andei preocupada e incapaz de me socializar muito, mas agora já passou. 🙂

  4. Viva, Jaime. A biografia de S. E. Chagdud Tulku Rinpoche entitula-se “O Senhor da Dança”. O que está observando é isso, não importa muito o passo que se dá, mas a noção clara de que se está dançando. Parece-me, cada vez mais, que o ajuste entre pegar o ritmo e a precisão de girar o corpo sem perder a mente de foco, seja um dos maiores prazeres da vida. E ao sentir-se seguro, estenda o braço e convide outros para entrar na roda. 😉 Grande abraço.

  5. Olá, Clarisa. Também estou mais ausente no ambiente digital. Curioso como isso aqui também tem ciclos, não é verdade? Enfim, se toda essa idéia está correta (e tenho certeza de que está), o “Destino: Está Escrito” da mesma maneira que escrevo estas linhas. O que vejo é apenas as marcas que deixei no passado, não importando muito o que é exibido pela “realidade”. Explico. Dois homens estão num bar. Entra uma mulher que é a namorada de um deles. Ela está triste, pois acha que seu companheiro não lhe traz mais felicidade. Então, ela briga e diz coisas que estão presas em seu coração. Para o seu namorado, ela é uma pessoa insensível, agressiva e injusta. Para o outro homem, que vê toda a cena, ela é o inverso. Uma garota tão sensível que merece outro amor. Agora, replique isso para milhares de acontecimentos semelhantes. O que estará escrito é semelhante, porque se repete pela forma com que a mente registra aquela cena. Mais que ponto-de-vista, somos sempre enganados pelo nossa memória, pelo nosso karma. O que vemos é vazio de existência. Nós é que damos sentido, pelo que nos acostumamos a olhar. =) bom tê-la de volta ao blog. Abraços!

  6. Olá, Ricardo.

    Prazer em conhecê-lo. Descobri que recebo visitas em meu blog vindas do seu hoje e fiquei muito feliz. Retribuirei esse seu agrado com um link para o seu blog no meu.

    Um abraço fraternal e cuide-se. Espero que continue acompanhando o gravidade, que em breve terá novos textos.

    Leonardo Dias

  7. Olá, Leonardo. Gosto muito do seu blog e de sua forma de escrever. Fico ainda muito grato pela sua visita. A vida literária ganhou uma força indescritível com o desenvolvimento das redes sociais. E nada melhor do que navegar sem o controle midiático, descobrindo os tesouros do espaço digital. Estarei lá, gravitando pelo seu blog. Forte abraço.

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