Um País Infantil Chamado Brasil

A grande rede talvez tenha esse nome pelo fato de possibilitar a nós, seres limitados, ouvir quanta insanidade a mente humana é capaz de produzir. Quando digo insanidade, de forma alguma nego as possibilidades de serem verdades. Porém, o que é insano e totalmente descabido é acreditar que pessoas que visam alcançar a presidência de um país não tenham pelo menos capacidades de realizar algo de positivo. Claro que há exceções, mas não creio que seja o caso agora. Às portas de mais uma eleição presidencial, momento em que a internet fervilha com pensamentos, ofensas e mobilizações sociais impossíveis num passado recente; procurei compreender a loucura que é tentar fazer sua escolha em meio a tantas informações plantadas, tantas corrupções descobertas, tantas agressões sem valor e tantas pessoas perdidas. Não ouso dizer a você, faltando uma semana para o pleito, que consigo reunir com sentido coeso e imparcial uma visão da desordem experimentada por toda essa gente. Porém, ao mesmo tempo, não posso deixar de contemplar e dividir com você, leitor da Simpless, as percepções que fizeram sentido em minha mente. Afinal, elas foram responsáveis pela minha escolha e poderá, com isenção espero, ajudar você, antes de decidir, a sintonizar o momento que vivemos. Pois não há decisão possível se você não realiza o instante em que está inserido, se não analisa o passado em que foi construído e se não projeta o futuro com uma intenção correta. Os principais candidatos a presidência do Brasil formam 3 correntes diferentes, mas de modo algum totalmente distintas. O PSDB é o partido mais “antigo” em relação aos direcionamentos positivos do país. Foi de suas forças que nasceu o principal programa de governo de combate à inflação, em 1994: o Plano Real. Esquecido atualmente, visto que o controle inflacionário já é parte integrada da nossa realidade, esse plano foi, de fato, o que possibilitou ao Brasil iniciar um crescimento sustentável em todos os níveis. E foi deste “poder estabilizante” que culminou a entrada ao poder do grupo proletariado do PT. Com uma ideologia diferente, principalmente na questão social, o Partido dos Trabalhadores levou ao planalto seu principal líder. Lula, o 35º presidente do Brasil, ex-sindicalista e operário, comandou o cenário nacional em direção à redução das desigualdades sociais e sofreu, da mesma forma como outros líderes, o fardo da corrupção que assola esta terra desde a chegada da primeira caravela portuguesa ao Monte Pascoal. Curiosamente, PSDB e PT conduziram o país por 2 mandatos seguidos e está na hora de decidir qual o rumo deste povo, certo? Espere um pouco, antes de finalizar a reflexão é importante acenar com o que há de mais novo, no sentido da política brasileira. E essa novidade se chama Marina Silva, mesmo que as pesquisas apontem a sua derrota. Ignorada por petistas orgulhosos e inflamados, visto que ela nasceu no seio do partido e o abandonou por perceber os problemas que surgiram após a tomada do poder, e ao mesmo tempo acolhida por políticos e representantes de classes sociais mais abastadas que poderiam claramente defender a bandeira do PSDB, Marina entra na história brasileira como uma personalidade que está ganhando não apenas uma atenção maior de artistas, pensadores e personalidades importantes. Ela entra em nossa vida para trazer justamente a visão inovadora que o PSDB e o PT trouxeram em 1994 e 2002, respectivamente. Ao abordar as principais questões que buscam preservar o futuro do planeta Terra, Marina eleva o Brasil a um país decisivo, que conjuga com o momento exponencial que estamos vivendo, pré-Copa (2014) e pré-Olimpíadas (2016). Entretanto, ao ler as dezenas de páginas de direitistas e esquerdistas se digladiando a céu aberto, noto a infantilidade que ainda reina nas percepções do povo brasileiro. Se notar com rigor, todos os problemas inseridos na soberba política atual são de ordem ignorante. Ignoram que cada um tem o seu papel na história e que todos poderiam praticar com humildade a oferenda do seu melhor. Sim, o Brasil precisa manter o crescimento econômico, combater a corrupção e ampliar a participação social para retirar milhares de pessoas da linha de pobreza. E tenho certeza que todos os candidatos atuais possuem este potencial. Porém, também é fundamental uma liderança que saiba enfrentar os desafios do século XXI. E nesta eleição, só uma pessoa de fato está preparada. Resta a você pensar com maturidade.

©Possam todos os seres se beneficiar.

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