Quando há sentido?

Vivemos uma vida sem orientação. Nascemos de uma forma confusa. Passamos a infância de uma maneira estúpida. Crescemos na juventude com uma atitude ingrata. Vibramos na vida adulta por um desejo incerto. Adoecemos na esperança de uma sorte inóspita. Envelhecemos na angústia de uma experiência concreta. E morremos na ilusão de uma história cumprida. Em cada fase do viver, deixamos de lado o que poderia nos tornar senhores do destino. Esquecemos, diariamente, de procurar o que eliminaria por completo a confusão, a estupidez, a incerteza, o medo, a desconfiança e a embriaguez. Em algum momento, obviamente; o sentido, a percepção, a clareza, a confiança e o foco se perdeu como uma chama que, soprada pelo vento, deixou no breu todos os navegantes em meio a alto mar. Para retomar o rumo é preciso acender pelo menos uma pequena fagulha que permita alguém encontrar um bastão, amarrar uma estopa, mergulhar num combustível e recuperar a luz e o calor de outrora. Pois, só há sentido quando somos capazes de ver tanto os mapas, quanto a maré, os marinheiros, a bússola, o leme e, mais a frente, o horizonte. Lembrando também, que uma vida é como um dia, resta-nos descobrir em qual fase nos damos conta de que a iluminação se esvaiu. Porque dependendo do tempo a viagem pode se tornar longa ou curta demais.

©Possam todos os seres se beneficiar.

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