Deleite Sutil

Que o tempo tenha nos tirado a infância, temos que aceitar. Que o trabalho tenha nos limado a graça, podemos compreender. Que a mídia tenha nos acelerado a história, só podemos relembrar. Que a tecnologia tenha nos apagado a tinta, também é de se entender. Que a vida tenha se tornada dura, é simples deduzir. Que a comida tenha se tornado plástica, é fácil verificar. Que as guerras tenham nos ferido a alma, é lógico pensar. Que os dias tenham se perdido em nada, é claro perceber. Que a noite tenha se transformado em medo, é triste descobrir. Que o charme tenha se rendido ao podre, é sincero constatar. Que a felicidade tenha se deformado em compras, é rancoroso admitir. Que o amor tenha se vendido às marcas, é doloroso permitir. Que a vida tenha se passado insípida, é nítido comprovar. Mas que tenhamos nos deixados frios e grosseiros, não é passível tolerar. Pois, se alguma coisa ainda devemos ponderar é saber que a sutileza é uma verdade que podemos retomar. Que a seda se tece como o texto se entrelaça e o tecido se fabrica como a mente se processa. Que a generosidade tenha se feito notar, é desse deleite que a gente precisa praticar.

©Possam todos os seres se beneficiar.

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